segunda-feira, 22 de abril de 2019

Bolsonaro incentiva ataque de aliados a Mourão, numa nova versão do 'Tem que manter isso daí' de Temer

Bolsonaro e Mourão | foto de Jorge William

O jornalista de O Globo Lauro Jardim afirma ter tido acesso a áudios do WhatsApp em que o presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro incentiva apoiadores a manterem ataques a seu vice, o general Mourão, pelas redes sociais.
A coluna teve acesso a um áudio de WhatsApp em que Bolsonaro lança algumas de suas marcas registradas verbais ("valeu aí" e "é isso aí") para agradecer e, mais grave, incentivar um aliado que lhe informara que vinha criticando Mourão nas redes sociais.

"Valeu aí" e "é isso aí" são a versão de Bolsonaro para a célebre frase de Temer para Joesley, da JBS, em que o golpista, ao ouvir do empresário que dava uma propina mensal a Cunha, mandou: Tem que manter isso daí.

A guerra Bolsonaro-Mourão começou antes da posse, como contei aqui.

Duas semanas após a posse de Bolsonaro, publiquei aqui no blog: Bolsonaro dá um autogolpe e militares voltam ao poder 55 anos depois de golpe de 64
Pode-se acusar Bolsonaro de boçal, homofóbico, machista, racista, preconceituoso. Tudo isso ele é. Mas, de burro, não.

Bolsonaro sabe que chegou à presidência sem ter a menor condição de fazer frente às responsabilidades do cargo. Não tem preparo nem vontade de trabalhar.

Conseguiu se eleger graças à facada que o livrou dos debates e aos milhões de fake news disparados ilegalmente via WhatsApp.

Mas, isso o levou ao poder. Como se manteria lá, se o general seu vice já estava todo oferecido ainda durante as eleições?

Foi aí que ele deu o autogolpe. Para barrar Mourão e qualquer tentativa de golpe que viesse a retirá-lo do poder, Bolsonaro montou uma super-estrutura militar, com generais comandando grande parte dos ministérios e outros militares em postos-chave de todos os demais. Inclusive nas empresas e bancos públicos.

Há um general até auxiliando (tutelando) o presidente do STF, Dias Toffoli.

Teve até cargo para o ex-comandante do Exército, Villas Boas.

Moro e Guedes são apenas a fachada. E Bolsonaro, com Damares e outros malucos que ele juntou no governo, os encarregados de entreter a plateia.

Mas, não tenham dúvida. 55 anos após o golpe, os militares estão de novo no comando do Brasil, talquei?


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Um comentário:

  1. A briga é total, com a participação inclusive do STF que -- na figura do Kojak -- mandou fazer busca e apreensão na casa do general Paulo Chagas. E, convenhamos, busca e apreensão é mais do que um simples desentendimento. O que temos é evangélicos contra generais, generais contra olavistas, olavistas contra STF, e todos contra todos.

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