quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Gilmar Mendes criticou Dilma e atacou Lula por medida igual a que o beneficiou, quando FHC era presidente em 2000

Gilmar Mendes

FHC deu status de ministro a Gilmar Mendes para livrá-lo de processo movido por uma juíza


Gilmar Mendes não é lá homem de muitas convicções, a não ser quando se trata dos tucanos - para ele, sempre inocentes, especialmente seu guru FHC, de quem tinha (ou ainda tem) um mimoso retrato na mesa de trabalho.

Em março de 2016, Mendes proibiu a posse de Lula como ministro da Casa Civil da presidenta Dilma, numa clara violação do princípio da independência dos Três Poderes, porque, em seu modo de ver, o objetivo da nomeação era livrar Lula de Moro e enviar seu processo para o STF.

Não explicou em que isso beneficiaria Lula, se o STF foi coveiro de vários petistas no caso do chamado Mensalão. Mas o objetivo desta postagem é mostrar a contradição de Gilmar Mendes, tão indignado com a nomeação de Lula.
"O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República", afirma Gilmar na decisão. [G1]
Vamos voltar no tempo, ao ano 2000. O presidente era Fernando Henrique Cardoso e Gilmar Mendes era o advogado-geral da União e estava sendo processado pela juíza federal Rosimayre Gonçalves Carvalho, que se sentira ofendida por declaração de Mendes, que criticara juízes que, como ela, deram decisões contrárias a privatizações.

Para subir o caso de Gilmar Mendes para o STF, "FHC reeditou pela vigésima-segunda vez a MP 2.049. A nova redação veio com uma mudança: o parágrafo único do artigo 13 incluiu o advogado-geral da União [Gilmar Mendes] entre os ministros de Estado". [O Dia]

Com status de ministro, como teria Lula, o caso de Mendes subiu para o STF.

Nesse aspecto, igualzinho ao caso de Lula. Mas com uma diferença fundamental. No caso de Gilmar Mendes o objetivo era apenas livrá-lo do processo mesmo. No de Lula, como ficou provado com a divulgação dos diálogos pela Vaza Jato e sua confirmação pelo ex-presidente Temer, o objetivo de Dilma e Lula era salvar o mandato da presidenta.

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