segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Danielle Mitterrand, uma carta aberta em defesa de Evo Morales e da democracia na Bolívia


Danielle Mitterrand escreveu uma bela carta, publicada na antevéspera do Natal no La Jornada, do México – a Carta aberta aos dirigentes europeus.

Nela, Mitterrand pede o apoio internacional ao governo de Evo Morales, ameaçado por uma direita raivosa, racista e preconceituosa, que conta com amplo apoio dos EUA e da grande imprensa mundial – aí incluída, é claro, a nossa gloriosa “grande imprensa”.

A seguir, trechos da Carta, que pode ser lida na íntegra aqui. Os grifos são meus.

Carta abierta a los dirigentes europeos

Tal como Europa lo ha aprendido y cruelmente pagado, la democracia necesita ser vivida sin cesar, reinventada, defendida tanto en el interior de nuestros países democráticos como en el resto del mundo. Ninguna democracia es una isla. Las democracias se deben asistencia mutua. Hoy hago, por eso, un llamado a nuestros dirigentes y a nuestros grandes órganos de prensa: sí, lo afirmo, la joven democracia boliviana corre un peligro mortal.

(…)

En favor de un caos cuidadosamente instrumentado, renacen las amenazas separatistas de las regiones más ricas, que rechazan el juego democrático y no quieren “pagar por las regiones más pobres”.

Grupos activistas neofascistas y bandas paramilitares, subvencionadas por la gran burguesía boliviana y ciertos intereses extranjeros, instalan un clima de miedo en las comunidades indígenas. Recordemos en qué terminaron Colombia y Guatemala, recordemos sobre todo la democracia chilena, asesinada el 11 de septiembre de 1973 después de un proceso idéntico de desestabilización.

Se puede matar una democracia también por medio de la desinformación. No, Evo Morales no es un dictador. No, no es la cabeza de un cártel de traficantes de cocaína. Estas imágenes caricaturescas se hacen circular en nuestros países sin la menor objetividad, como si la intrusión de un presidente indígena y la potencia creciente de ciudadanos electores indígenas fuesen insoportables, no sólo a las oligarquías latinoamericanas sino también a la prensa bienpensante occidental. Como para desmentir aún más la mentira organizada, Evo Morales hace un llamado al diálogo, rehúsa hacer uso del ejército y pone incluso su mandato en la balanza.

Solemnemente llamo a los defensores de la democracia, a nuestros dirigentes, a nuestros intelectuales, a nuestros medios de comunicación. ¿Vamos a esperar que Evo Morales conozca la suerte de Salvador Allende para llorar sobre la suerte de la democracia boliviana?

La democracia tiene valor para todos o para nadie. Si la amamos en nuestra patria, debemos defenderla por todos los lugares donde esté amenazada. No nos toca, como algunos lo pretenden con arrogancia, ir a instalarla en otras naciones mediante la fuerza de las armas; en cambio, nos toca protegerla en nuestro país con toda la fuerza de nuestra convicción y estar al lado de aquéllos que la han instalado en su nación.

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3 comentários:

  1. Maxwell B. Medeiros.8.1.08

    Quem publicar isso ou noticiar na grande "imprensa" do Brasil( TV ou jornal) ganha um doce.

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  2. OK... vamos defender o Evo!
    Porque não pedir para a Petrobrás construir mais algumas refinarias e entregar a Bolívia praticamente de graça?
    Evo é mais um populista Latino que deve sim ser retirado do poder!

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  3. Felipe,
    procure se informar e não ficar repetindo chavões e evões e lulões...
    Quando Evo fez valer a Constituição Boliviana (e não a vontade populista dele) e nacionalizou a exploração de petróleo - como determinava a Constituição anterior, os que hoje querem derrubá-lo, aplaudiram-no. Sabe por quê? Porque são províncias ricas e passaram a receber mais com a nacionalização.
    A grita agora tem dois motivos: O principal é que eles não querem dividir com o restante da Bolívia a riqueza que acumularam em séculos de governos anteriores - como determina a Nova Constituição.
    O outro motivo é que Evo abocanhou parte do imposto dos hidrocarburetos para um programa chamado Renda Dignidade, que dá um bônus de 200 bolivianos - 25 dólares - ao mês para cidadãos pobres acima de 60 anos. Eles não aceitam que se mexa no imposto.
    É isso. Não tem nada a ver com populismo.

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