terça-feira, 22 de janeiro de 2008

José Jorge, ministro do Apagão, responde por novo apagão em Brasília


Imagem de uma vela acesa na escuridão

Nelson Rodrigues gostava de ser chamado de “flor de obsessão”. Ele se reconhecia como um obcecado. Algumas pessoas são mesmo obcecadas.

Por exemplo, o senador demo de Pernambuco José Jorge é obcecado por apagão. Quando ministro das Minas e Energia no governo FHC produziu o maior apagão da história. Nunca antes na história deste pais...você sabe.

Teve seu mérito reconhecido e virou vice, na chapa de Alckmin, para tentar vencer o presidente Lula, na campanha de 2006. Deu-se o novo apagão, dessa vez de votos. Pela primeira vez um candidato conseguiu no segundo turno menos votos do que no primeiro. De novo caberia um “Nunca antes na história deste país”...

Mas, peraí, não acabou. O demo-governador de Brasília, José Arruda, resolveu mostrar ao Brasil como é o choque de gestão dos demos. Quem ele colocou na presidência da Companhia Energética de Brasília (CEB)? O ministro do apagão, vice da candidatura apagada, demo-senador José Jorge. Resultado:

Aneel multa Companhia Energética de Brasília (CEB) em R$ 4,8 milhões por causa dos apagões em Brasília

Você, leitor perspicaz, minha sagaz leitora, leu a demo-notícia em algum lugar de nossa grande imprensa? O Jornal Nacional trombeteou mais um demo-feito do demo-senador? Nada.

Olha que a notícia não é nova. Está no portal G1 desde 17 de janeiro. Na página, há até o vídeo de uma reportagem do regional da Globo em Brasília, o DFTV. Nele, o ministro do apagão, vice da candidatura apagada e agora presidente do apagão de Brasília é identificado apenas como presidente da CEB. Nenhuma relação com seu partido ou com seu passado.

No texto escrito, idem. Ele é simplesmente o José Jorge, para que você não ligue a luz que não liga aos famosos choques de gestão demo-tucanos.

Leia também:

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2 comentários:

  1. Na época do apagão José Jorge mostrou todo o seu "entendimento" do assunto nas entrevitas coletivas, tal como misturar volts com watts.

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  2. Anônimo23.1.08

    Na longíncua época, espero, do FHC e José Jorge, se existisse cadeira elétrica, eles teriam instituido a meia pena. O condenado seria meio eletrocutado.

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