quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Flagrante de reunião de pauta do JN


HUMOR

- O que temos hoje?
- Essa é boa: Em 2007, Brasil bate recorde de empregos com carteira assinada.
- Serra! Serra! [repare que eles usam o verbo serrar (por que será?) em vez do verbo cortar]. Onde tá a matéria aí? Cadê o problema do governo? Alguma região caiu?
- O aumento foi em todas as regiões. Especialmente no nordeste e no sudeste.
- Opa! Taí a matéria. “Lula privilegia regiões onde nasceu e morou, em detrimento do resto do país”. Vamos pra outra.
- Crise mundial não afeta economia brasileira.
- Seeeeeerra! Cadê a matéria? O dólar subiu ou caiu? Se subiu, a matéria diz que produtos importados vão ficar mais caros e há risco de aumento de inflação. Se caiu, a gente diz que vai dificultar as exportações, trazer problemas para a balança comercial, o que vai causar aumento da inflação e dos juros. Quero sonora, o povo dizendo que está com medo... Vamos pra outra.
- Portal Transparência dá à população acesso total às contas do governo.
- Seeeerrrrrraaaaa! Serra!... Isso aqui não é jornalismo chapa-branca!... Tá querendo eleger o Lula?!
- Mas o Lula já foi eleito...
- Aqui não. O presidente eleito aqui é o Serra [clique aqui para ver imagem disso, com Cristiana Lobo].
- O Portal mostra que os gastos do executivo caíram mais de 20% no governo Lula, em comparação ao de FHC.
- Serra! Serra!... Cadê a matéria?
- A transparência é total. Tem até a informação de que um ministro gastou R$ 8,30 com uma tapioca.
(vibrando) – Opa! Taí a matéria! Essa vai abrir o jornal!

À noite, no ar:

(Bonner): Boa noite. O dinheiro de nossos impostos deveria servir para que o governo trabalhasse para o bem do país....
(Fátima):- ... mas nossa equipe descobriu que ele está sendo usado para uma verdadeira...'.
(os dois, rostinhos colados e indignados): -... Farra da tapioca!
...
- Boa noite, William.
- Boa noite, Fátima.
- Hoje tem tapioca, William?
- Tô sem cartão, Fátima.

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4 comentários:

  1. Que tal esta reportagem:
    Novas descobertas na ciência. Cientistas brasileiros descobrem que a "mentira", mamífero também conhecido como "pig", vem sofrendo mutações genéticas. O estudo demonstrou que, a cada nova geração, os indivíduos desta espécie vêm nascendo com as patas cada vez mais curtas. Os cientistas tentam entender o porque de tal fenômeno. Uma das explicações possíveis para tal é a de que, assim, a "mentira", possa manter o focinho mais próximo ao chão, a fim de poder farejar melhor por anda sua presa preferida, um outro mamífero conhecido como "povo" ou "Lula". O mais estranho é que o "pig", ou a "mentira" não parece perceber que tais mamíferos são animais aquáticos, portanto, de um meio diferente do seu. Resta saber se o "pig", ou a "mentira" ainda será capaz de nadar com suas novas patas. A preocupação maior dos cientistas é que esta espécie venha a se extinguir por não saber se adaptar aos novos ventos das mudanças. Ou melhor, às novas marés do oceano do tempo. Ou a alguma coisa parecida.

    ps Que me desculpem os cientistas, mas esta espécie não fará falta alguma.

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  2. É verdade esse flagrante?? Aonde vc arrumou isso? Sendo ou não verdade, mas garanto q é isso mesmo o q ocorre nos bastidores dos telejornais.

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  3. Beto,
    é meio mussarela, meio calabresa.

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  4. Anônimo8.2.08

    Prezado Mello,

    O jornalista Eduardo Horário, no blog Jornal X (jornalx.com.br) mostra que o tucanato gosta é de farra sem prestar contas. Marconi Perillo, quando era senador torrou R$ 1,5 milhão em vinhos, cerveja e outros birinaites. Veja:
    Em 1999, quase 1,5 milhão. E hoje?

    Documento retirado do livro Dossiê K

    Em 1999, havia verba secreta no governo Marconi. E depois?


    Em tempos de cartões corporativos correndo à vontade em órgãos federais (a começar do presidente Lula), é época de relembrar um outro caso parecido, hoje arquivado em alguma gaveta.

    Foi em agosto de 1999. Naquele mês, descobriu-se que o então governo Marconi Perillo havia gastado, em poucos meses, quase 1,5 milhão de reais em comidas, jóias, presentes, cerveja, vinho, flores, gelo, entre outros badulaques.

    Tudo, claro, era dinheiro retirado dos cofres do Estado de Goiás. Havia até uma denominação para esta verba: "Despesa de caráter secreto e reservado". Foi dinheiro público usado em benefício particular, tal como acontece agora com os cartões corporativos de vários escalões do governo federal.

    Entre agosto e outubro de 1999, por exemplo, gastou-se quase 6 mil reais em vinhos no Palácio das Esmeraldas. O então porta-voz do governador, Marcos Villas-Boas, justificou o gasto com tanto vinho, em entrevista ao vivo à então Rádio K (hoje Rádio 730):

    - Essas pessoas vieram aqui, não vieram só passear não, nós estamos doidos para poder oferecer um vinho a elas, pra que elas fiquem num ponto tal que possam prometer ao Estado de Goiás aquilo que nós precisamos

    Todos os dados acima estão documentados no Dossiê K, livro de Jorge Kajuru apreendido pela polícia goiana em 2002, na véspera da eleição que reelegeu Marconi Perillo. Para ter acesso à íntegra do livro, inclusive a documentação referente a este caso (páginas 65 a 73), clique aqui.

    A tal verba secreta acabou depois disso? Uma resposta otimista: ninguém sabe. O portal da transparência criado no governo Marconi nunca funcionou como o federal funciona.

    Os patamares de transparência são, digamos, diferentes.

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