terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vídeo da campanha de Marta que coloca Kassab em questão está certíssimo



Um vídeo da campanha de Marta, veiculado desde domingo (e reproduzido acima), vem sofrendo ataques impiedosos, não só da mídia corporativa (até aí, nenhuma novidade), mas de boa parte da blogosfera. Afirmam que é preconceituoso, foi um tiro no pé etc.

O vídeo é um convite à reflexão, direcionado evidentemente aos eleitores de Kassab. Não há críticas, julgamentos nem afirmações. Apenas perguntas, que são:

Você sabe mesmo quem é o Kassab?
Sabe de onde ele veio?
Qual a história do seu partido?
De quem foi secretário e braço direito?
De quem esteve sempre ao lado, desde que começou na política?
Se já teve problemas com a justiça?
Se melhorou de vida depois da política?
É casado? Tem filhos?
Kassab. Para decidir certo é preciso conhecer bem.

Qual é o problema? Marta teve e tem sua vida dissecada, desde a época do programa TV Mulher. Não só a vida pública, mas a privada. E se isso lhe traz votos, também os tira.

Por que a campanha de Marta não pode trazer para o candidato do Serra e da mídia corporativa, Gilberto Kassab, os mesmos questionamentos que lhe são impostos?

Por que só se fala numa suposta homossexualidade de Kassab, enquanto se escamoteia o principal, e que a inserção busca atingir: você sabe quem é esse Kassab em que votou ou pensa em votar?

É uma provocação. E muito bem-vinda. O eleitor que busque se informar e vote consciente. Se fizessem o mesmo com Pitta, este não teria sido eleito.

Serve pelo menos para que mais adiante a ignorância não seja usada como álibi.

O que você acha?

Clique aqui para ler as notícias de hoje do Blog do Mello

Clique aqui e receba gratuitamente o Blog do Mello em seu e-mail

imagem RSSimagem e-mail

Comente com o Facebook:

27 comentários:

  1. Mello,

    Concordo com voce. Por que toda a revolta? Sao perguntas. O mais engracado eh que tem perguntas tao ou mais incododas, se formos interpretar o que estariam querendo com aquela pergunta, como se teve problemas com a justica ou se melhorou de vida depois da politica. Por que o problema justo com a pergunta se eh ou nao casado, com filhos... Isso mostra que a maldade esta realmente na cabeca das pessoas...

    ResponderExcluir
  2. Marigold14.10.08

    Acho perfeito!

    ResponderExcluir
  3. Caramba, todo esse barulho por causa dessa peça?
    Está corretissima a colocação. Ninguem sabe quem é esse senhor.
    Esse pessoal que fica emprenhando por meio da mídia talvez sequer tenha assistido.
    Não tem absolutamente nada de inadequado, aqui.
    E, ainda que mal pergunte, quem foi que pegou essa carapuça de que há alguma insinuação?

    ResponderExcluir
  4. Sofista15.10.08

    Mello!
    Concordo com a tua análise.
    Tô contigo mais uma vez!

    ResponderExcluir
  5. Poderiam ter tirado as duas perguntinhas capciosas "É casado? Tem filhos?".
    Evitaria tudo isso.

    ResponderExcluir
  6. Flavio Médici da Silva15.10.08

    discordo,
    a frase perguntando sobre a vida pessoal é desnecessária. Nada importa a vida pessoal e siam a vida, a história, a conduta política. Ele é um candidato ruim e, portanto, um prefeito ruim, devido, por exemplo, aos seus relacionamentos políticos, aos compromissos que possui com gente que sabidamente avança sobre o erário público. E não por seus relacionamentos amorosoros, pela sua vida pessoal, familiar e privada.

    ResponderExcluir
  7. Por que, Lucato?
    É como perguntei na postagem:
    "Por que a campanha de Marta não pode trazer para o candidato do Serra e da mídia corporativa, Gilberto Kassab, os mesmos questionamentos que lhe são impostos?"

    ResponderExcluir
  8. Odonir15.10.08

    Como é difícil deixar de ser partidário? Essa história de um erro nãojustifica o outro deixa qualquer cidadão dolorido. Episódios recentes e outros um pouco menos recentes nos lembram candidatos americanos que não se elegeram porque contrariavam valores éticos, religiosos e morais de seus eleitores- por isso a informação é importante. É relevante questionar o seguinte: o que vale saber da vida particular de um "homem público"? Ora, de que vale analisar sua vida pregressa quanto a relações políticas, envolvimentos em acordos nada cidadãos, negociatas partidárias e até mesmo ligações perigosas com "nosso querido S" ?(sic). O mesmo discurso que dá em Chico, dá em Francisco, ou não? Hipocrisia de quem sugere que fulana/fulano e beltrano/beltrana por serem/terem sido democratas/sociólogos/sexólogos etc. não poderiam cometer os mesmos deslizes.Assim, esconder filho fora do casamento de candidato(depois eleito) de toda a mídia brasileira, fotos, tudo, em vésperas de eleição decisiva é tão grave quanto desvelar ou esclarecer a sexualidade, assumida ou não, de outro candidato? Quem elege é o povo, com suas idiossincrasias, seus valores, sua religião, sua instrução, sua desinformação, sua ideologia, entre outros motivos. Portanto, que se esclareça tudo de todos: de Maria e de João.Perguntar dói? Responder dói?

    ResponderExcluir
  9. Kassab não tem a vida exposta porque é um produto da mídia. Quanto às indagações se ele é casado ou tem filhos, concordo com o Lucato. Assim como a vida pessoal de Marta não poderia ser exposta em 2004 (o que reiterou o caráter golpista do PIG), por que a campanha de Marta deveria ter levantado tais questionamentos. O que tem a ver a vida pessoal com o histórico político? O que está em jogo é o histórico político e os projetos para São Paulo e não se Kassab é católico, protestante, umbandista, gay, bissexual, gosta de vermelho ou azul - pouco importa! Acredito que sabendo que Marta é um alvo fácil da imprensa, bem que o marqueteiro dela poderia poupá-la escancarando toda e qualquer brecha como esta. Faltou estratégia!

    ResponderExcluir
  10. E o editorial do globo de 1989?

    "O Direito de Saber

    O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos.

    O povo brasileiro também não está acostumado à prática da Democracia.

    A prática da Democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor. Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca - para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços. Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana.

    Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito.

    O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT.

    Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.

    A primeira reação do público terá sido de choque, a segunda é a discussão do direito de trazer-se a público o que, quase por toda parte, se classificava imediatamente de 'baixaria'.

    É chocante mesmo, lamentável que o confronto desça a esse nível, mas nem por isso deve-se deixar de perguntar se é verdadeiro. E se for verdadeiro, cabe indagar se o eleitor deve ou não receber um testemunho que concorre para aprofundar o seu conhecimento sobre aquela personalidade que lhe pede o voto para eleger-se Presidente da República, o mais alto posto da Nação.

    É de esperar que o debate desta noite não se macule por excessos no confronto democrático, e que se concentre na discussão dos problemas nacionais.

    Mas a acusação está no ar. Houve distorção? Ou aconteceu tal como narra a personagem apresentada no vídeo? Não cabe submeter o caso a inquérito. A sensibilidade do eleitor poderá ajudá-lo a discernir onde está a verdade - e se ela deve influenciar-lhe o voto, domingo próximo, quando estiver consultando apenas a sua consciência."

    ResponderExcluir
  11. Anônimo15.10.08

    concordaria com a campanha se tivesse subtraido as duas ultimas perguntas... principalmente pela tragetoria politica da marta... nao pode uma pessoa que a vida toda defendeu os direitos dos homossexuais lançar duvidas sobre a homossexualidade do adversario se ela mesma defende o nao preconceito... pegou muito mal...
    talvez a homossexualidade do kassab seja sua melhor face... se ele nao monstra isso, a marta tambem nao sai por ai na companhia do favre e sim do suplicy... coisa de campanha..
    mas, nao admito que uma pessoa tao liberal quanto a marta caia na silada de negar sua trajetoria sempre marcada na defesa dos homossexuais...
    fiquei triste... apesar de continuar votando nela

    ResponderExcluir
  12. Pois é. Também não vi nada demais no vídeo. O que me deixa chateada é o fato da própria Marta dizer que "não sabia do vídeo" e tirar o corpo fora. De que adianta chamar o público a pensar e não assumir depois?
    veja a matéria em: http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL797080-15693,00-MARTA+SUPLICY+DIZ+QUE+NAO+SABIA+DE+PERGUNTAS+SOBRE+A+VIDA+DE+KASSAB.html

    ResponderExcluir
  13. Kassab é gay?

    A indignação midiática sobre a pretensa homofobia da propaganda de Marta Suplicy tem a esperteza da marquetagem eleitoral. A provocação em torno da biografia de Gilberto Kassab foi reduzida à pergunta sobre seu estado civil e, por extensão, transformada em patrulha sexual. Os adversários de Kassab ganharam a pecha de homofóbicos e ele escapou de maiores esclarecimentos.
    Mas, vítima das contradições da hipocrisia, a militância kassabista comete um deslize: foge da idéia de homossexualidade como se ela fosse motivo de vergonha para qualquer pessoa. Uma “insinuação maldosa”, segundo o próprio candidato.
    Kassab é gay? Então, pelo bem da causa GLTB e da educação do eleitorado, ele deveria assumir-se publicamente. Kassab não é gay? Pois, caso tampouco seja homofóbico, tem a chance de proferir um belo discurso a favor da tolerância e passar por cima dessas trivialidades. Só não vale agir como se o tivessem chamado de ladrão.
    Convém sempre desconfiar das intenções de quem tenta determinar o que é relevante numa disputa eleitoral. Esconde-se nessa atitude o germe do despotismo esclarecido, cuja versão modernizada gerou a paranóia politicamente correta. Quem decide a pauta da campanha é o eleitorado. Seu interesse em bobagens de alcova pode ser lamentado, mas nunca reprimido ou estigmatizado.
    A falsa questão da homossexualidade ganhou importância por causa da reação esperta (e homofóbica) dos kassabistas. Se eles achassem o assunto realmente subalterno, não o utilizariam como peça de propaganda para vitimizar seu candidato. E se estivessem imbuídos de verdadeiro espírito democrático, não propagariam esse falacioso purismo do administrador técnico alheio a subjetividades e paixões. É óbvio que a “vida pessoal” do político interfere na sua rotina profissional. A preservação da intimidade não é prerrogativa daqueles que almejam a vida pública.
    Quanto mais incômoda parece a transparência, mais necessária ela fica.

    Publicado no blog do Scalzilli: http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com

    ResponderExcluir
  14. A media esta usando tecnicas de manipulacao de massas, mais especificamente de distracao, para que ninguem pergunte se Kassab ficou ou nao ficou rico durante o reinado de FHC.

    TUDO TECNICA DE MANIPULACAO DE MASSAS.

    Sorria, Mello.

    ResponderExcluir
  15. Se o Kassab é gay ou não é problema dele. Mas quando ele cria uma secretaria especial na prefeitura para colocar seu companheiro aí a população tem que discutir sim. Afinal isso é nepotismo! Será que a mídia brasileira, que adora revirar a vida pessoal do presidente Lula e da Marta vai ter coragem de discutir a criação da secretaria especial de desburocratização para o companheiro do Kassab?

    ResponderExcluir
  16. Se o Kassab é gay é um problema pessoal dele. Mas quando ele cria uma secretaria na prefeitura de São Paulo para acomodar seu namorado aí é uma questão de todos os eleitores desta cidade. Será que a mídia paulistana, que adora revirar a vida pessoal do presidente Lula e de Marta, vai comentar o assunto (que todos eles sabem) ou vai continuar fingindo de morta?

    ResponderExcluir
  17. Concordo plenamente. Parabéns pela coragem e lucidez ao abordar esse tema polêmico, que tem feito muita gente inteligente e sensata afirmar besteiras.

    ResponderExcluir
  18. Mello, parabéns pela coragem e lucidez em relação a esse polêmico tema, que tem feito muita gente inteligente e sensata afirmar besteiras politicamente corretas...

    ResponderExcluir
  19. Teresinha Carpes15.10.08

    Parabéns Mello, este Post esta genial!Em poucas palavras disseste tudo...

    ResponderExcluir
  20. Teresinha Carpes15.10.08

    Teste...nunca é possivel comentar aqui!

    ResponderExcluir
  21. Anônimo15.10.08

    O Blog.... hummmmmmmmm o Blog e a Marta estão corretos. É preciso tornar público a verdadeira identidade e personalidade de todos os políticos, não apenas de Kassab.
    Esse pais precisa ler em voz alta... tem pessoas antenadas em outras coisas, e que chamando... podem despertar.
    Parabéns para Marta e para a produção.
    Bjs
    Marluce Souza
    Professora universitária - UFMT
    marluce.ass@gmail.com

    ResponderExcluir
  22. Marluce Souza15.10.08

    O Blog.... hummmmmmmmm o Blog e a Marta estão corretos. É preciso tornar público a verdadeira identidade e personalidade de todos os políticos, não apenas de Kassab.
    Esse pais precisa ler em voz alta... tem pessoas antenadas em outras coisas, e que chamando... podem despertar.
    Parabéns para Marta e para a produção.
    Bjs
    Marluce Souza
    Professora universitária - UFMT
    marluce.ass@gmail.com

    ResponderExcluir
  23. Achei seu comentário muito claro. Mas não concordo com determinadas perguntas. São muitas vezes moralistas e preconceituosas.
    Quando vou escolher um profissional para mim: psicanalista, dentista, ou ginecologista, quero saber se seu trabaho é bom,se é competente, se possui experiência em sua área,se é estudioso, se participa de Congressos e se procura se atualizar. Temos que nos educar no Brasil, não é preciso investigar a vida íntima das pessoas. Se Marta foi sabatina, não é por isso quee vamos fazer o mesmo com Kassab.Quem não deu suas escorregadas... Ou quem escolhe uma vida diferente... ou quem vive uma vida difícil: filhos, marido, amantes, dívidas etc
    Nunca soube se os profissioanis que me atendem são gays, se se teem dívidas, muito menos se teem filhos. Vida privada é algo que tem que se preservar. O homem público, "por supuesto" também deverá ser respeitado. Claro que ele está mais exposto. Obrigada por me conceder este espaço para manifestar minhas idéias.
    Maria do Carmo Duarte Ferreira
    mcduartebr@gmail.com
    Belo Horioznte

    ResponderExcluir
  24. Anônimo15.10.08

    O eleitor precisa saber se o Kassab é gay ou não é. Se for gay, tem que assumir. Se não for, se é casado e tem filhos, então mostre. Tambem, se não for gay, mas não é casado, pode falar. O que não pode é ficar enganando, escondendo a verdade do eleitor. Se quiser ser homem publico, tem que ter a vida devassada.

    ResponderExcluir
  25. DIKA FERNANDES15.10.08

    É impressionante como o poder político e econômico de São Paulo, através da mídia, impõe suas decisões à população. Já impôs Jânio, Pitta, Maluf, e contribuiu decisivamente para eleger Collor...e para garantir seus objetivos vale tudo...
    Agora desconfio da manipulação de pesquisas ( a diferença não está tão grande assim), irão fazer de tudo para garantirem direito de resposta ( o ideal seria tirar Marta do ar) e se possível evitar o máximo de debates. Lembram da fuga de FHC em 1998 desses debates?
    Desconfio que o senhores do poder do Estado de São Paulo desempenharam e desempenham um papel tão nefasto para o Brasil quanto os tão surrados coronéis do nordeste. Afinal uns dependem dos outros. Esta eleição demostra isso...
    Enquanto isso, a mídia preserva Serra que, na surdina, só pensa em 2010. Se fosse baseado em Serra o tucano, símbolo do PSDB,deveria ser mudado para o Tatu. Acho que só vai sair da toca para o horário eleitoral de 2010.

    ResponderExcluir
  26. Muito bom o vídeo. Concordo com você, Mello.

    ResponderExcluir
  27. Mello

    Tudo que vou colocar é SUPOSIÇÕES.

    Vamos supor que de fato o Sr. Kassab seja homossexual, vamos supor que 10% do seu eleitorado (que parece ser até mais - evangélicos e classe média paulistana) seja homofóbico e vamos supor que ele vença a eleição.

    Se ninguém falar no assunto não teria ocorrido uma fraude eleitoral?

    Já que foi negado a esses 10% o direito de uma verdade que, quem sabe, faria mudar de opinião.

    Eu particularmente acho que de fato ocorreria uma manipulação nos resultados dessa suposta eleição, o que você acha?

    Um abraço.

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...