quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

'Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma'


Esta frase que tem tudo a ver com a realidade brasileira atual, é de Joseph Pulitzer, e eu a pesquei no Verbo Solto, do Luiz Weis, um dos melhores blogs sobre jornalismo escritos por jornalistas.

Leia também:

» Alguém leu sobre a reportagem de Nassif contra Veja na chamada grande imprensa?

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Um comentário:

  1. Anônimo22.2.08

    Mello, admiro teu trabalho, recomendo teu espaço sempre que posso, mas permita discordar do conceito que tens do weis, editorialista do estadinho. Primeiro porque o blog dele não é um blog qualquer, trata-se dum blog do Observatório da Imprensa, e ele faz parte do time oficial da casa. Em outubro de 2006, me dei o trabalho de levantar o teor dos artigos do weis e do malan, revoltado que estava com os ataques ao Lula feitos a cada novo artigo destes caras. O resultado foi impressionante, mais de 80% dos artigos de weis e quase 90% dos do malin eram descendo a ripa no Governo ou em pessoas ligados ao Governo Lula! Depois que o Lula foi reeleito, o malin se mandou e o weis se acalmou. Mas voltou à carga recentemente. Aliás, me parece que tu não entendestes a maldade deste post do Pulitzer, nitidamente double sense...Observe que antes de citar a frase do Pulitzer, ele diz isso: 'Num contexto todo outro, naturalmente, o semanário londrino The Economist, na edição que começa a circular amanhã, transcreve uma frase de Pulitzer que se aplica aos prováveis efeitos do tipo de jornalismo que Nassif tem em mente"

    O que ele quis dizer com "tipo de jornalismo que o Nassif tem em mente"? Seria o jornalismo que o Nassif sabe ser a prática da vejaqmentira e por isto comprou a briga com ela(na minha opinião esta hipótese tem 10% de chance), ou seria a PRÁTICA jornalística do próprio Nassif?(90% de chance)

    Sabe porque minha conclusão está correta, Mello? Pelo fato de que, como tu mesmo alertastes de forma mais do que procedente, NINGUÉM no pig grande deu UMA linha sobre o caso, ou seja, o weis, se estivesse observando a imprensa de fato, e não está!, teria observado no mínimo, o mesmo que tu observastes com precisão. Mas não o fez, ídem o dinnerS, rolf, brickmann e cia. (desculpe tantas "observações").

    Veja tb alguns exemplos deste senhor, auto-explicativos do porquê discordo de ti quando dizes ser o weis um dos melhores blogs:

    *MELLO, ISTO É TÍTULO QUE UM JORNALISTA "DOS MELHORES" COLOQUE num Observatório da Imprensa?

    1- Lula "deu a senha" para o PT imitar Edir Macedo
    Postado por Luiz Weis em 21/2/2008 às 9:00:58 AM

    Sim, o nome completo do jornal Valor é Valor Econômico, mas nem por isso se justifica a ausência de qualquer menção na primeira página de sua edição de hoje ao materiaço político, ainda por cima exclusivo – apurado pelos craques Raymundo Costa e Cristiano Romero - “Ações da Universal encorajam PT”, precedido do antetítulo não menos revelador “Posicionamento de Lula reforça disposição do partido de reagir à imprensa".
    É o texto mais importante do noticiário nacional"
    MENTIRA GRANDE!

    2- E no Brasil? Se existiu o tal complô da mídia para impedir a reeleição de Lula, não serviu para nada. É provável que a cadeira vazia de Lula no último debate da Globo antes do primeiro turno e exibição no Jornal Nacional da dinheiramente apreendida pela Polícia Federal com os petistas aloprados do dossiê Vedoin tenham levado a disputa ao segundo turno.
    Mas no vamos-ver, o viés midiático a que se refere Delfim no seu artigo de hoje, não impediu, além da estrepitosa vitória de Lula, com 58,3 milhões de votos (61% do total), que o tucano Geraldo Alckmin recebesse 2,4 milhões de votos a menos do que na rodada anterior.
    Não me lembro de a mídia brasileira ter lulado entre uma votação e outra.

    3-e o Estado não tivesse se fiado cegamente nos militares que desde a primeiríssima hora e sem base em fatos comprovados culparam os pilotos do Legacy pela colisão com o Boeing da Gol em 29 de setembro, não teria o desgosto de amargar hoje a vitória da concorrência - a primeira entrevista da dupla Joe Lepore e Jan Paladino a um jornal e a primeira a um órgão de mídia brasileiro.
    Dias atrás, eles foram entrevistados pela rede americana de televisão NBC. Ao noticiar a entrevista à TV, o Estado informou que já pediu duas vezes para falar com os pilotos desde que voltaram para os Estados Unidos - e não foi atendido.
    O jornal atendido é a Folha de S.Paulo, e a primazia é da jornalista Eliane Cantanhêde, da sucursal de Brasília, que os entrevistou sexta-feira em Nova York.
    Ao longo destes quase três meses, nenhum jornalista, individualmente, garimpou mais do que ela - com absoluta isenção, salvo prova em contrário - a história da maior tragédia da aviação comercial no Brasil e a suas seqüelas, condensadas no termo apagão aéreo.

    4-Hoje eu não saberia dizer isso melhor do que o colunista Fernando de Barros e Silva, da Folha:
    "Ilusão imaginar que a disputa agora plebiscitária irá jogar luz sobre problemas e soluções para o país. A divisão dicotômica entre o bem e o mal será radicalizada. A pauta é a do "pega ladrão" contra "golpistas não passarão!".
    Assino embaixo também de seu diagnóstico:
    "A candidatura Alckmin vem contemplar, mais do que uma demanda ética, o moralismo tacanho de uma classe média que mistura sua justa indignação contra a corrupção com um preconceito inexpugnável em relação ao operário que ascendeu ao topo da República. O governo Lula deu pretextos para o "liberou geral" que os adversários incubavam.

    E o pior, olhando em retrospecto, é que Lula não precisava dar os pretextos que deu para fazer o muito que fez de bom pelos pobres do país.

    Abraço Cid Elias

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