segunda-feira, 7 de abril de 2008

Os que realmente ganharam a Bolsa-Ditadura


Mais uma vez volta ao centro da discussão o que a “grande imprensa” chama de Bolsa-Ditadura, que na verdade é uma indenização a todos os que foram prejudicados pela ditadura militar.

Curioso é ver jornais como O Globo criticarem a concessão das indenizações. Logo as Organizações Globo, que, elas sim, ganharam a Bolsa-Ditadura, cresceram com ela e construíram a maior rede de TV da América do Sul, graças à ditadura militar.

E os jornalistas, economistas, empresários, todos aqueles que serviram e se serviram da Bolsa-Ditadura, enquanto ela imperou no Brasil? Jornalistas como Alexandre Garcia, que foi porta-voz do ditador Figueiredo. Por que não se fala na Bolsa-Ditadura que esses receberam?

Quantos não fizeram fortuna, às custas da Bolsa-Ditadura, mas dessa verdadeira Bolsa-Ditadura, que foi viver e se aproveitar do período de exceção para enriquecer e/ou fazer carreira, como os Sarneys e ACMs da vida.

É repugnante ver hoje nos jornais e nas rádios e TVs gente que, se não colaborou, se omitiu, querer apontar seu dedo ressentido contra a indenização que é garantida por lei, uma lei democrática, votada por um Congresso livre e soberano, pois escolhido em voto direto pelo povo brasileiro.

Viva Ziraldo, viva Jaguar, e obrigado a todos vocês que fizeram o que tinha de ser feito - combater um regime oriundo de um golpe de Estado - com as armas que sabiam ou aprenderam a utilizar, e que exerceram o mais legítimo direito do cidadão livre, o de se rebelar contra a tirania.

Leia também:

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8 comentários:

  1. Ivan Moraes7.4.08

    Eu nao vou tocar esse assunto nem com minha flor que nao se cheira. Eh absurdo as pessoas pensarem que existe uma lei de indenizacao e que algue mtem que se recusar a aplicar la pra si mesmo por causa de... ideologia.

    Gosto muito de ideologia na cabeca dos outros, mas na minha... melhor ainda!

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  2. Anônimo7.4.08

    A TV e a indenização de R$ 220,8 milhões

    Contribuinte paga, FHC faz charme e os Associados agradecem
    Limite para as indenizações? Tudo bem..Que tal começar pelo processo em que os Diários Associados, o espólio de Assis Chateaubriand, embolsaram R$ 220,8 milhões – isso mesmo, duzentos e vinte milhões e oitocentos mil reais – do contribuinte. O cheque foi depositado na conta do conglomerado jornalístico no dia 4 de setembro, uma coincidência feliz para o presidente do grupo, Paulo Cabral, também presidente da Associação Nacional dos Jornais. Naquela data, Cabral comemorava o 52.º aniversário de casamento. A bolada equivale a 1,8 milhão de salários mínimos e nem de longe assemelha-se em volume aos cinquenta, cem ou 400 salários mínimos que a imprensa têm pago àqueles que vão à Justiça reclamar a reparação de danos morais ou materiais inflingidos pela mídia. As empresas jornalísticas e suas entidades corporativas fazem campanha para que as indenizações impostas em processos judiciais sejam limitadas. Apegam-se à atual lei de imprensa, “a lei da ditadura”, de 1967, que, tortuosamente, fixa um teto de 200 salários mínimos. Para o cofre das empresas, no entanto, não se pede limite nem debate. Os bastidores da indenização bruneica foram revelados num furo da revista Carta Capital (17/9), em reportagem de Bob Fernandes com a chamada de capa "Nem Chatô foi tão longe".
    Alguns jornais, entre eles a Gazeta Mercantil, Globo e Folha, repetiram a notícia, mas o assunto não entrou na pauta dos debates sobre o projeto da nova lei de imprensa. O projeto, segundo a associação de jornais presidida por Cabral, incentiva a "indústria das indenizações".
    A indenização aos Diários Associados foi paga pela União por conta do fechamento arbitrário da TV Rádio Clube do Recife, em 1980. Um decreto do general João Figueiredo negou a renovação da concessão, a pretexto de improbidade administrativa, de sete emissoras de televisão dos Associados. A seguir, o governo distribuiu as concessões para os Bloch (Manchete) e Sílvio Santos (SBT). Foi um ato típico da ditadura: segundo Carta Capital, Figueiredo não gostava dos discursos de um dos diretores dos Associados, o senador João Calmon. Só em 1985, com apoio do vice eleito e iminente presidente José Sarney, o grupo foi à Justiça (um cidadão tem o prazo máximo de três meses para entrar com ação semelhante contra um jornal).
    Legitimamente, o grupo reclamou a reparação de danos, apontando a arbitrariedade oficial e cobrando perdas e danos. A Justiça concordou e mandou o governo pagar uma quantia equivalente a cerca de 75% do faturamento do grupo inteiro, no ano passado. Do império de Chatô, que chegou a ter 90 empresas jornalísticas, sustentadas, em boa parte, com extorsões de empresários e do Tesouro público, restaram 13 emissoras de rádio, seis de TV e 12 jornais, dos quais a estrela é o Correio Braziliense.
    O governo parece ter pago de bom grado, embora esteja cobrando R$ 60 milhões de dívidas dos Associados com a Previdência Social. Segundo a revista Carta Capital, a boa notícia foi dada, como um mimo, a Paulo Cabral, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2/9, quando se encontraram no jantar em homenagem ao presidente do Líbano, em Brasília:
    - Paulo, eu o procurei na sexta-feira...
    - Procurou? Eu estava em Minas, mas como não soube de nada? - Eu o procurei por telefone porque o ministro Malan falou-me sobre aquele caso de seu interesse. Eu liberei e queria dar essa notícia diretamente a você...

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  3. Anônimo7.4.08

    Devo discordo de você Mello.
    Primeiro, por que o dinheiro que está sendo disponibilizado são recurso de TODO POVO BRASILEIRO e não está saindo do orçamento das forças militares.
    Segundo, quem lutou por IDEOLOGIA sabia que estava próximo da morte ou de qualquer tipo de perseguição. Portanto não esperava nada de ninguém a não ser libertar o Brasil da coleira militar.
    Terceiro, bem, sou filho de uma mulher que participou ativamente nos protestos e na luta contra a ditadura e ela, que já se foi, nos ensinou a ter DIGNIDADE e sempre dizia: "Eu lutei por que acredito em mundo socialista onde as pessoas podem compartilhar umas com as outras sem esperar nada em troca", como também dizia: " Não quero nada do governo, nem em vida, nem em morte, nunca poderia aceitar um dinheiro que pertence a TODOS OS BRASILEIROS" ... "Com certeza, este dinheiro faz falta a muitos hospitais, escolas e municípios pobres deste Brasil"

    Faça o seguinte Mello: Some todas as fortunas que estes cidadãos receberam na primeira bolada e depois por mês, e veja o valor total. Compare o salário que estes falsos socialistas recebem e o salário mínimo ou o salário de um aposentado, ou ainda o valor correspondente a uma bolsa família.

    Vamos parar de HIPOCRISIAS: vamos libertar o brasil destes impostores.

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  4. Anônimo8.4.08

    É interessante!!! Nenhum sítio de esquerda não colocou o meu comentário sobre a questão da Bolsa Anistia.

    Nem você Mello.

    Faço novamente a pergunta: Quantas bolsas-familia vale o total das "indenizações"?
    Minha mãe tinha razão... Não há ideologia, existem apenas aproveitadores que desconhecem o que é SER SOCIALISTA.
    O dinheiro é do povo e deve permanecer do POVO.

    Sei que não vai publicar, já que é uma barreira intransponível enfrentar os anistiados (estão em toda parte e pode censurá-lo)

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  5. Vira-lata8.4.08

    É uma maravilha. Tenho 35 anos, não tenho NADA a ver com o que foi feito até 85. Por que então desviam MEUS suados impostos para aumentar os rendimentos de pessoas que ganham muito mais que EU? Que robin hoodianismo às avessas é esse? tira-se dos pobres para se dar aos ricos e ainda por cima se diz que isso é justiça???
    A verdade nua e crua é que essa turma é composta de uns carrapatos bem gordos, sugando o dinheiro que deveria ir para nossa saúde, nossa educação e nossas estradas, isso sim!

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  6. Anônimo8.4.08

    Essa matéria presta um bom serviço aos jovens nascidos na ditadura e no período de democratização do país. Lamentavelmente a maioria dos novos jornalistas que trabalham na rede de imprensa globo e nos principais jornais do Brasil, detém um baixo nível de cultura geral, têm poucas referencias sobre a historia política brasileira. Dai o tratamento dado à realidade social-política é um horror! eles são incapazes de fazer analises de conteudo sobre conjuntura nacional. Preferem fofocas politicas, deturpaçoes de fatos que investigaçoes políticas, fazem um jornalismo de rebotalhos.

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  7. Anônimo8.4.08

    Vamos fazer um DESAFIO e uma CAMPANHA:

    Vamos propor que estes "anistiados políticos" civis e militares abdiquem deste salário em favor da Bolsa Família ad infinitum.

    Você, Mello, acredita que estes "socilaistas" e "comunistas" vão abdicar?

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  8. Carta a Vladimir e ao Dirceu

    Hoje vivendo na Suécia, músico e ativista cultural, em 1968 tinha 14 para 15 anos e o Vladimir Palmeira era um dos meus ídolos.

    -----Participei das passeatas só de farra; só pra poder atirar pedras na polícia e gritar: "Abaixo a Ditadura". ------

    Depois entrei noutra, virei "hippie". A dualidade comunismo-capitalismo era muito preta-e-branca pra mim e não respondia as questões mais profundas da minha busca existencial.

    Fonte:
    http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=
    com_content&task=view&id=2927&Itemid=106

    SEM COMENTÁRIOS...

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